O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, apresentou ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a proposta de criação de um Banco de Projetos para viabilizar as obras de infraestrutura necessárias no Estado. Campagnolo esteve em Brasília nesta quarta-feira (30), onde também se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e encaminhou demandas do setor industrial paranaense.Do encontro com o ministro Paulo Passos participaram também o senador Sérgio Souza (PMDB), o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, e o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Jaime Sunye Neto. As duas instituições são parceiras da Fiep na elaboração do Banco de Projetos e também atuariam como administradoras do fundo e responsáveis pela elaboração dos projetos.
“Quando recebemos o ministro na Fiep em março, para uma reunião do Fórum Futuro 10 Paraná, combinamos de detalhar a ele a ideia do Banco de Projetos”, explicou Campagnolo. “Agora, apresentamos a proposta, que consideramos fundamental para que o Paraná busque os recursos necessários para solucionar uma série de gargalos em sua infraestrutura, garantindo crescimento para nosso setor produtivo”, acrescentou.
Segundo levantamento do Conselho Temático de Infraestrutura da Fiep, o Paraná precisa de aproximadamente R$ 600 milhões apenas para financiar a elaboração de projetos de engenharia. “Com esses projetos em mãos, o Estado teria mais força para pleitear a inclusão das obras necessárias em ações governamentais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e também para buscar parcerias público-privadas”, disse Campagnolo.
Pela proposta, seria criado um fundo que levantaria recursos para elaborar projetos de engenharia na área de infraestrutura. O Banco de Projetos teria entre seus administradores a Fiep, o IEP e a UFPR, por meio do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI). “A Universidade Federal tem expertise na área de infraestrutura, inclusive prestando serviços ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), e dá ainda mais credibilidade ao projeto”, afirmou o presidente da Fiep.
Segundo Campagnolo, a proposta foi muito bem recebida pelo ministro Paulo Passos. “De imediato, o ministro já determinou que a UFPR e o Conselho Temático de Infraestrutura da Fiep acompanhem o andamento dos projetos de infraestrutura que envolvem o Paraná”, declarou. Na sequência, novas reuniões de trabalho serão realizadas para debater a proposta.
Ainda no encontro com Passos, a comitiva paranaense tratou de alguns projetos de infraestrutura considerados prioritários para o Estado. O ministro assegurou que serão realizados em breve estudos de viabilidade para várias obras, incluindo o Corredor Ferroviário do Paraná – projeto que pretende ligar o porto de Paranaguá ao Mato Grosso do Sul –, o contorno ferroviário de Curitiba, a possibilidade de um trecho da BR-101 no Litoral e de um novo acesso rodoviário ao porto de Paranaguá.
Casa Civil
O presidente da Fiep também se reuniu em Brasília com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Edson Campagnolo reforçou à ministra o pedido de que as indústrias de alimentos, madeira e louças de mesa também sejam beneficiados com os incentivos anunciados recentemente pelo governo federal para outros segmentos. “A Fiep, em conjunto com sindicatos empresariais e outras entidades, já havia feito essa solicitação à ministra por meio de ofício e agora ratificamos a solicitação”, disse Campagnolo.
Ele também colocou a Fiep à disposição para fornecer números e colaborar com estudos que comprovem a necessidade da extensão dos benefícios a essas cadeias produtivas. “A ministra informou que já encaminhou nosso pedido ao Ministério do Desenvolvimento e disse que nossas contribuições serão bem aceitas”.
Durante o encontro, o presidente da Fiep fez um apelo à ministra para que o governo federal desencadeie uma reforma tributária que melhore as condições de produção no País. “Apesar das medidas anunciadas pelo governo, a demora ao iniciar o processo de reforma tributária preocupa e desanima os empreendedores, uma vez que concorremos com países que possuem sistemas tributários que não oneram suas indústrias”, disse.
Campagnolo também relatou à ministra a preocupação do setor industrial paranaense a respeito da conclusão do processo de implementação do Novo Código Florestal. “Esperamos que a medida provisória que mais uma vez vai alterar o projeto contemple o necessário respeito à sustentabilidade, mas não seja um entrave para o crescimento do País. Precisamos de segurança jurídica nessa área”, afirmou o presidente da Fiep.
FONTE: Fiep